Sr. Pseudônimo

O que sou eu? Sou aquilo que as pessoas veem, sou o que as pessoas querem ver, ou sou o fruto do meu trabalho? O nome que carrego é importante para que as pessoas gostem da minha obra?

Sou o que quero ser, sou qualquer coisa, qualquer um.

O nome que carrego apenas evita os preconceitos hipócritas daqueles que me circundam. O meu pseudônimo é o maior motivo para eu me deitar na reconfortante penumbra do meu quarto com um sorriso alegre de menino no rosto.

De repente, eu, que não mais era do que um paralelepípedo na sociedade, um padrão de adolescente, me tornei alguém que se expressa, que sente, que chora, que ri, que já foi e que é.

De repente, eu existo.

E a sensação de estar vivo é inigualável.

De súbito, meu sorriso tem motivo.

A doçura daqueles que me conhecem sem saber.

De supetão, me sinto parte de algo.

Algo que ficará marcado pelo resto de nossas vidas.

Estou perdidamente apaixonado pela visão da caneta percorrendo o papel.

Me apetece ver a minha caderneta sendo preenchida, por mim mesmo.

Mesmo assim, tenho medo de errar, afinal, sou humano.

Não uso borracha – não porque me considero autossuficiente, mas porque quero concretizar cada uma das minhas ações sem poder voltar atrás. Eu sou imperfeito. Sou um mortal como qualquer outro.

Eu sou quem sou.

Eu sou você.

Sou quem escolho ser.

Muito prazer, eu sou o senhor pseudônimo.

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7 comentários sobre “Sr. Pseudônimo

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