Página Nova (Entrelinhas)

Todo dia é uma página nova. Branca, alva, pálida, esperando que sua amada tinta lhe preencha o ser.

Não  há como, porém, apagar o que já foi escrito. O que já foi registrado deve permanecer sem rasura. O que foi feito não pode ser apagado. E é por isso que a vida nos dá um caderno inteiro para completar.

Um novo dia, uma nova página.

Uma página que foi feita para ser o que é.

Uma página que pode ser a última.

Assim sendo, devemos finalizar nossa história na página de hoje. Porque nada pode ser apagado, mas tudo pode ser sincero.

Ah, a beleza das entrelinhas.

A nossa história – que aguarda o toque da nossa determinação – é cheia delas. Entrelinhas.

Acredito que nas entrelinhas haja o segredo da existência. Nas entrelinhas desta ou da página seguinte, há um motivo pra continuar escrevendo, continuar vivendo…

Nas entrelinhas de uma página em branco não há nada.

Porque não se pode predizer o que vamos escrever no dia de amanhã.

E ainda assim, pode ser que no final, no canto da última página, não haja um “Fim”.

Talvez porque nossa história seja tão nossa que o espaço do rodapé da última página seja reservado para escrevermos o “Fim” que quisermos.

Ou talvez o fim da última página seja um novo começo.

Pronto para a próxima página?

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5 comentários sobre “Página Nova (Entrelinhas)

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