Beijo

A dúvida é a maior doença do homem. A incerteza é seu maior sintoma. Tanto é plausível a esperança quanto se aflige do desespero.

Quando o sol nasceu, era nisso que eu pensava. E quando o sol se pôs, ainda pensava nisso. Foi uma aurora preguiçosa e um crepúsculo sangrento. O processo, porém, é o que me faz hoje refletir. Continuar lendo

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Estrela

Hoje não falarei de amor. Ou, ao menos, tentarei. Meus pensamentos, nesta cinzenta manhã, se dobram diante de outro motivo.

Data especial, esta. Completa-se o aniversário dos meus sorrisos.  Comemora-se uma das melhores partes de mim. Continuar lendo

Mentes

Durante toda a vida, usamos os sentidos para perceber o mundo a nossa volta.  Do momento em que nascemos até o último suspiro, os sentidos guiam e ditam as direções da vida em questão. Dor, física e emocional, prazer, identificação e até mesmo novas relações são iniciadas a partir deles. São o irreal que é real. Os  sentidos são o véu fino que separa a realidade  de um mente de outra. Continuar lendo

Pesadelo

Quando segurei pela primeira vez a caneta cuja tinta preencheria estas páginas, sabia no que resultaria. Tinha consciência de que muito raramente estaria feliz em escrever sobre o que sinto. Sabia que seria uma válvula de escape, um alívio. Havia a certeza de encontrar nas palavras o colo que mulher nenhuma teria. Um seio que me acalentaria quando nenhum outro poderia fazê-lo. Trocaria o choro do meu coração pelo choro das páginas. Continuar lendo

Embriaguez

Os ébrios cantam num bar. Esta é uma noite fria num lugar quente. Hoje regresso à realidade, voltando de um mundo de fantasias mil.

Retorno para os sete pecados capitais. Observo aqueles rostos embriagados cantando sobre amores – como se a paixão fosse o eixo primordial da civilização. Caminho por ali imaginando que será de mim em hora tão negra. O brilho cálido da lua toca nossos rostos rosados.

Sou como eles. Continuar lendo