Estrela

Hoje não falarei de amor. Ou, ao menos, tentarei. Meus pensamentos, nesta cinzenta manhã, se dobram diante de outro motivo.

Data especial, esta. Completa-se o aniversário dos meus sorrisos.  Comemora-se uma das melhores partes de mim.

Penso num discurso de congratulações. Descarto-o inúmeras vezes. Nada parece suficientemente digno. Não condiz com a beleza do momento. Decido refletir a respeito.

Por que desejar felicitações a alguém, em data tão singela com um mero “parabéns”? Dizê-lo como a alguém que mereceu um prêmio. Fecho os olhos e pondero sobre as centenas de dias entre o início e o fim do ciclo.

O sofrimento, dor, descaso e força. Apesar dos contratempos, uma base forte sempre  irá resistir.  Como uma árvore que, bem presa ao chão por suas raízes, não se retorce por qualquer vento tempestuoso, assim também resiste o espírito forte.

Portanto, resista. Sua base é forte. Suas raízes estão em mim e eu não a deixei à deriva, na  tempestade. Tufão nenhum há de nos separar.

Brilhe! Seja a estrela a qual clamam os perdidos e de que falam os poetas. E não contente-se com o amor de poeta nenhum. Seja mais do que podem eles contemplar, faça mais do que podem eles descrever.

Seja.

Surpreenda-se.

Chore, também. Permita-se. Corra o rio das suas mágoas até o mar dos seus sentimentos.

E fale de amor por mim.

Afinal, estrela, você é mais do que posso contemplar.

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