Mentes

Durante toda a vida, usamos os sentidos para perceber o mundo a nossa volta.  Do momento em que nascemos até o último suspiro, os sentidos guiam e ditam as direções da vida em questão. Dor, física e emocional, prazer, identificação e até mesmo novas relações são iniciadas a partir deles. São o irreal que é real. Os  sentidos são o véu fino que separa a realidade  de um mente de outra.

Assim sendo, admite-se que não são absolutos. Apenas nuances. Complementos. A realidade é a mente e o físico é só um detalhe. É o que junta, conecta.

Portanto, acima da abóboda dos conceitos de bem e mal, de real e ficcional, de luz e sombra, existem os detalhes. Então, de vez em quando, onde menos se espera e quando tudo parece perdido, duas mentes se conectam. Sem cheiro. Sem gosto. Sem toque. Apenas vozes doces que ecoam na infinidade do vazio. Sorrisos gerados nas bordas da mente.

Aconteceu comigo. Em meio ao caos e o vazio, uma mente preencheu a minha. Oposta, antagônica. Traços que eu nunca vi nem esperei ver.

Cheiro inodoro, toque mental, barulho mudo, surdez barulhenta. E, por fim, o gosto doce.

O abraço único que nunca senti, mas é sempre suficiente. Sempre.

Fecho os olhos e indago se ainda há a possibilidade de que a esperança não tenha desistido de mim.

Serei forte.

Sigo em frente com a certeza de que, mesmo se não conseguir ser feliz nesta vida, estou um passo mais perto.

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